sexta-feira , setembro 22 2017

Zootecnista, profissional do futuro para um mundo sustentável

No dia 13 de maio comemora-se o Dia do Zootecnista, uma profissão relativamente nova, porém de suma importância para o desenvolvimento da cadeia produtiva da produção de proteína animal. Com o agronegócio respondendo hoje, por mais de 20% do produto interno brasileiro, o mercado para profissionais da área de zootecnia tem crescido muito e o futuro para um mundo sustentável passa, com certeza, pelas mãos desses profissionais.

O Brasil tem um grande potencial para ser o maior produtor de alimentos do mundo e o papel do Zootecnista é fundamental para essa tarefa. Com o crescimento da agropecuária e a necessidade de se trabalhar o aumento da produção de forma mais eficiente e sustentável é preciso conhecimento técnico, gerencial e estratégico, e é nesse contexto que o Zootecnista pode vir a ser o maior agente de sustentabilidade do país.

A Zootecnia foi regulamentada somente em 1968. Ao longo desses quase 50 anos a profissão se expandiu e vem se fortalecendo. Hoje, o Brasil conta com 112 cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) onde estudam 6.700 futuros Zootecnistas.

Em Rondônia são 149 os Zootecnistas ativos inscritos no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-RO) e o curso já é oferecido em Rondônia nas faculdades: Faculdades Integradas Aparício Carvalho – Fimca (Porto Velho), Faculdade da Amazônia – FAMA Amazônia (Vilhena) e Fundação Universidade Federal de Rondônia – Unir (Presidente Medici), além do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – Ifro (Cacoal).

Para a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Rondônia (CRMV-RO), Edna Florinda Benevenuto, o profissional Zootecnista tem contribuído muito para o avanço dos diversos setores em que atua e cita entre os principais: “produzir com sustentabilidade ambiental; produzir com custos compatíveis ao que o mercado consumidor possa pagar; e produzir com eficiência e respeito ao bem estar animal.”

Entrevistada sobre as conquistas e perspectivas da profissão no estado de Rondônia, Edna, que é formada em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) desde 1986, falou que nestes últimos 30 anos tem percebido que a inserção do profissional de zootecnia nas cadeias de produção animal é cada vez maior e que isso tem propiciado “uma mudança de foco da produção a qualquer custo para a produção com sustentabilidade e bem-estar animal.”

 

AGRONEGÓCIO

A decolagem do agronegócio brasileiro deve muito ao trabalho do Zootecnista, já que ele tem a responsabilidade do desenvolvimento da produção animal e dos produtos de origem animal. Sua importância está em contribuir diretamente com o crescimento do volume de proteína animal, atendendo a demanda mundial. Já, para a sociedade, sua responsabilidade está em produzir alimentos em quantidade e qualidade, atendendo as expectativas da sociedade quanto à forma de criação, abate e a comercialização dos animais.

Entretanto para Edna Benevenuto, ainda falta conquistar o reconhecimento da sociedade quanto à importância do profissional no setor de produção animal, com vista a contribuir na qualidade e quantidade da proteína animal para a sociedade. O mercado de trabalho é promissor e “em Rondônia é crescente pela própria condição do Estado, cuja economia esta pautada na agropecuária seja a de corte ou leite”, explica a Zootecnista.

Dizendo que a Zootecnia é a profissão que reúne diferentes habilidades, a vice-presidente do CRMV-RO sugere aos atuais e novos profissionais que: “o profissional precisa ser ético, proativo, receptivo às mudanças tecnológicas e sensível às necessidades da sociedade, que as portas do mercado estarão abertas.”.

 

HISTÓRIA

A denominação Zootecnia (zootechine) surgiu em meados de 1843, criada pelo Conde Gasparin para designar o conjunto de conhecimentos já existentes relativos à criação de animais domésticos. Para a cultura latina a Zootecnia nasceu em 1848, no Instituto Versailles (França), com a criação de uma disciplina destinada ao estudo d criação de animais domésticos.

Por volta de 1907 o professor Nicolau Athanassof, graduado em Gembloux, na Bélgica chega ao Brasil para atuar como professor de Zootecnia na Escola Agrícola Luiz de Queiroz, em Piracicaba, no estado de São Paulo.

Em 1910 houve a regulamentação do ensino agrícola superior, entretanto, à época, só existiam os cursos de Agronomia e de Medicina Veterinária. Em 1951, os agrônomos e médicos veterinários que trabalham na área criaram a Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), com o objetivo de divulgar trabalhos e pesquisas realizados na área da Zootecnia.

A aula inaugural do primeiro curso superior de Zootecnia foi realizada na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Uruguaiana (RS), no dia 13 de maio de 1966, dando origem à data comemorativa do Dia do Zootecnista, porém a profissão só foi regulamentada em 4 de dezembro de 1968 pela lei federal 5.550.

 


Assessoria de Comunicação CRMV-RO

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