segunda-feira , outubro 23 2017

A inteligência artificial não pode substituir integralmente as funções e profissões

A tecnologia avança cada vez mais e desfrutamos das utilidades proporcionadas pela mesma no nosso dia a dia. A invenção do avião é uma grande utilidade nos deslocamentos entre: Estados; Países de forma rápida e segura.

Poderíamos citar vários benefícios existentes que usufruímos com a modernidade tecnológica, como por exemplo a ressonância magnética, auxiliando o diagnostico de doenças.

A tecnologia auxilia uma boa qualidade de vida, dando conforto e utilidades em vários aspectos do nosso dia a dia.

Por outro lado, verificamos a tecnologia avançando exageradamente, substituindo profissões. Destacamos a seguinte substituição na função jurisdicional:

“No sistema judiciário americano, já existem lugares em que decisões sobre liberdade condicional são tomadas por algaritmos em vez de juízes. A razão para isso é o fato de diversos estudos terem mostrado que um juiz pode ser suscetível a diversos fatores em seu processo de tomada de decisão, como casos anteriores ou até mesmo o dia e a hora em que a decisão é proferida.” (Entrevista de Michael Lewis, Revista Veja, edição 2535 de 21/06/2017, p. 15/17).

É necessário verificarmos o espaço do trabalho do ser humano e da máquina. É preciso saber o limite para que a máquina venha colaborar com o homem e não substitui-lo integralmente.

O avanço tecnológico, se não controlado, poderá trazer prejuízos para a população. Nesses termos, trazemos a seguinte constatação:

“OS AVANÇOS EM ROBÓTICA, inteligência artificial e machine learning (máquinas que aprendem) põem o mundo distante de uma nova era: as máquinas vão se equiparar – e até superar – ao desempenho humano em diversas atividades muito antes do que pensava (…)

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Em um país como o Brasil , com alarmantes taxas de desemprego, o desconforto diante desses números é grande, e por isso é importante pensar a questão de como iremos recapacitar e relocar esses trabalhadores à medida que suas ocupações forem substituídas, garantindo o comprometimento de governos e da iniciativa privada com programas de reconversão profissional e capacitação. Capturar a oportunidade trazida por essa onda de inovação será um desafio.” (artigo : Um robô no meu lugar? de Nicola Calicchio, Revista Veja, edição 2537 de 5/07/2017, p. 70/71)

Exemplo da inteligência artificial substituindo o advogado:

“No conceituado JPMorgan, tem uma máquina que está analisando acordos financeiros, que antes, tinha uma equipe jurídica ocupada por milhares de horas. O software batizado de COIN (Contract Intelligence), interpreta acordos de empréstimo comercial, tarefa que consumia 360 mil horas de advogados por ano. O software revê os documentos em segundos, que por sua vez é menos propenso a erros e nunca pede férias.” (Robô faz em segundos o que um advogado demorava 360 mil horas, Por Ademilson Ramos – 8 de março de 2017, acessado em 18/08/2017, sitio: http://engenhariae.com.br/mercado/robo-faz-em-segundosoque-um-advogado-demorava-360-mil-horas/ )

“É verdade que a maioria de nós iríamos primeiro acessar a internet para procurar um diagnóstico e tratamento quando estamos um pouco mal e marcar uma consulta mais tarde. Poderia o nosso personagem-confiável robô coletivo, juntamente com o avanço tecnológico, levar a uma futura força de trabalho completamente executada por inteligência artificial? Os Susskinds acredita que nós estamos neste caminho.” (Artigo: Inteligência Artificial: Robôs irão substituir advogados, médicos e outras profissões, acessado em 18/08/2017, sitio: http://www.megacuriosidades.net/inteligencia-artificial-empregos/)

Hoje a tecnologia é utilizada como ferramenta de diagnósticos, auxiliares de advogados em consulta de jurisprudências entre outros, ajudando num trabalho rápido, efetivo e seguro.

É preciso saber o limite da atuação da inteligência artificial para que não dominarem o mundo na execução de todas as tarefas, atividades e profissões. Elas devem ser utilizadas como auxiliares no trabalho executado, para que o mesmo tenha maior perfeição técnica e não tomar o lugar do ser humano de forma integral.

Faz-se necessário estabelecer regras de atuação da inteligência artificial, até onde é saudável e até onde é prejudicial. A prioridade é o ser humano, conforme a nossa Constituição Federal dispõe sobre: a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III); objetivo da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre justa e solidária e promover o bem de todos (art. 3º, I e IV). Além disso, estipula o art. 6º que é direito social o trabalho.

De igual modo, o artigo 22 estipula que é competência da União a: organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões (inciso XVI).

O objetivo não é limitar as pesquisas e o uso da tecnologia que contribuem na melhor qualidade de vida e sim promover debates do que é possível ou não. O que se espera é que a inteligência artificial não seja prejudicial ao ponto de substituir o ser humano em todas as funções e atividades, gerando desemprego e o caos social, até porque não tem como competir com o cérebro de uma pessoa com o da inteligência artificial, somos humanos e não máquinas.


Por: Márcio Lemos

Advogado

Fonte: jusbrasil – https://marciolemosadv.jusbrasil.com.br/artigos/495129755/a-inteligencia-artificial-nao-pode-substituir-integralmente-as-funcoes-e-profissoes?ref=feed

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