sexta-feira , setembro 22 2017

Continuidade: Amadeu aposta em base campeã sul-americana sub-17 para o Mundial

A convocação do técnico Carlos Amadeu, da seleção sub-17, para o Mundial da categoria, na Índia, foi, até certo ponto, previsível. E tinha que ser. Afinal, não há como prescindir de nomes como Vinícius Júnior, Paulinho, Brenner e Lincoln no ataque. Tampouco há como questionar o desempenho de Vitão, Alan, Victor Bobsin ou Brazão com a amarelinha. A aposta é em quem venceu o Sul-Americano com sobras, atropelando quase todo mundo no hexagonal final.

Em comparação com o Sul-Americano, saíram poucos nomes. O goleiro Arthur Gazze, do São Paulo, perdeu espaço para Yuri Sena, do Vitória. Kazu, lateral-esquerdo do Coritiba, foi substituído por Luan, do Palmeiras. Alerrandro, atacante do Atlético-MG, não foi chamado, assim como Patrick, zagueiro do Flamengo. O restante do grupo é o mesmo. Mas, diante da oscilação natural da categoria, o surgimento de novos jogadores e a queda de rendimento de outros, não valeria alguma mudança?

Na opinião do blogueiro que vos escreve, sim. É possível, por exemplo, discordar da presença de Vitinho, do Corinthians. Um ótimo jogador, que foi artilheiro do Sul-Americano Sub-15, mas que perdeu espaço na equipe e não faz um ano tão bom no Corinthians. Helinho, do São Paulo, arrebentou na Taça BH Sub-17 e merecia, pelo menos, a chance de ser mais testado. Com a redução de convocações neste ano, não foi possível haver uma convivência maior de Amadeu com outros jogadores e isso, além do resultado no Chile, contribuiu para um grupo semelhante ao do Sul-Americano.

Há mais tricolores que poderiam merecer uma chance. Antony, ponta canhoto, é um deles. Lucas, promissor lateral-direito nascido em 2001, é outro. Quem também poderia estar no grupo é Edu, zagueiro que já atua no sub-20 do Cruzeiro e passou por um período de treinos na Granja Comary recentemente. Ou Rodrigo Farofa, do Novorizontino, que foi recentemente emprestado ao Palmeiras e muito bem no Mundialito Sub-17, na Espanha.

Tudo isso atesta a qualidade da geração 2000 do futebol brasileiro, talvez a melhor desde a 92 (com Neymar, Coutinho, Alisson e Casemiro como titulares da Seleção principal hoje). E as escolhas feitas por Amadeu, embora possam e devam ser debatidas, estão longe de ser absurdas, ou mesmo incoerentes. Afinal, se parte de um trabalho iniciado lá em 2015, com uma base consolidada, e isso ajuda no trabalho de qualquer treinador.

Fonte: G1

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