sexta-feira , maio 25 2018
Equipe de engenheiros da CPRM fazendo a medição diária do rio Madeira
Equipe de engenheiros da CPRM fazendo a medição diária do rio Madeira

Serviço Geológico do Brasil acompanha cheia com medição diária de vazão do rio Madeira

Diante do aumento contínuo do nível do rio Madeira, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mobilizou suas equipes e está realizando desde segunda-feira, dia 26/02, medições diárias de vazão no distrito de Abunã e na cidade de Porto Velho, em Rondônia. A ação amplia a operação do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira (SAH-Madeira), que já havia iniciado a emissão de boletins semanais no dia 08/01, com engenheiros de plantão acompanhando domingo-domingo a situação do rio e a emissão de boletins diários desde o dia 09/02. Portanto, os dados do SAH Madeira, operado pela CPRM com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA), registram a subida do rio desde o início de janeiro.

Na quinta-feira, dia 01/03, o afluente do rio Madeira, rio Guaporé transbordou na cidade de Costa Marques, na estação Príncipe da Beira, fronteira com a Bolívia. Na cidade, o rio ultrapassou a cota de inundação (12m) e a previsão é de que ele provavelmente irá continuar subindo nas próximas 72 horas, atingindo a cota de 12,23m.

Ainda segundo o mais recente boletim extraordinário de monitoramento e previsão de níveis na bacia do rio Madeira divulgado nesta sexta-feira, dia 2/03, a previsão é de que em Porto Velho, o nível do rio Madeira provavelmente atingirá a cota de 16,09m nas próximas 30h. O nível do rio Mamoré, em Guajará-Mirim, também está em alerta e provavelmente atingirá a cota de 10,94m nas próximas 48h. Em Abunã, o nível do rio Madeira provavelmente atingirá a cota de 21,31m nas próximas 30h.

De acordo com o engenheiro Hidrólogo da CPRM Artur Matos, a ação realizada em parceria com a ANA visa subsidiar tomadas de decisões dos órgãos responsáveis pela regulação das vazões defluentes das usinas hidroelétricas de Jirau e Santo Antônio, com vistas a proteger o tráfego da BR-364 e a proteger as populações ribeirinhas do rio. “Estamos intensificando a atenção com o monitoramento do rio, primeiramente para apoiar a Defesa Civil e a proteção da população, mas também a longo prazo, esses dados irão subsidiar estudos sobre a dinâmica do rio Madeira, bem como, refinar os já existentes”, destacou.

 

 

Fonte: Assessoria CPRMV

 

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